Archive for the Prazer de Ler Category

"Acessexyando" na Web…

Posted in Prazer de Ler on 02/06/2009 by Lady Shady

Tenho escrito pouco, eu sei…

Minha vida anda meio que…sexualmente quase inexistente…daí falar sobre o assunto torna-se meio doloroso, rrrrrsssss.

Mas em compensação ando ‘vouyerando’ muitos blogs na Rede e resolvi divulgar dois neste post, que são novos pra mim e que incluí na minha lista de “Blogs que são um tesão de ler”.

Conheci dia desses o “Não Dois, Não Um: um blog sobre relacionamentos lúcidos”http://nao2nao1.com.br/.
É praticamente uma revista on line sobre sexo e relacionamento.
Muito interessante, estimulante, informativo e bem escrito (os planos são de que vire um livro)

Autoria de Gustavo Gitti, moço formado em filosofia e pedagogia pela USP, editor do Portal SESC SP, budista, baterista, que arrisca “passos de salsa, samba de gafieira e tango” e é (atenção!!!!)um gaaaaaaaaaato, minha Nossa Senhora!!!!
Um sonho de consumo, meu bem!
E a pessoa em questão ainda me escreve o seguinte sobre si:

“Quero dedicar minha vida toda aos mistérios femininos. Não quero resolvê-los, porém, mas envolver-me neles, ora como um tolo sem rumo, ora como o homem que conduz a dança.”

ALÔÔÔÔÔÔÔ, pára o mundo que eu vou descer!
Eu acho francamente que esse homem não existe, é uma invenção…mas eu bem tô gostando de acreditar!
Assim que a minha renda mensal melhorar um cadinho, juro que colaboro financeiramente com o projeto do rapaz.
Apareçam lá, eu recomendo.
Não Dois, Não Um

Outra sugestão é o “Comando Rosa – Trompas de Elite”
http://comando-rosa.blogspot.com/.
É de um grupinho de doidas varridas engraçadíssimas que ficam desabafando suas mágoas, discutindo relacionamentos e tal.
Visitem, visitem!

Beijos a todos!

Dá-lhe, Bandeira!

Posted in Prazer de Ler on 19/05/2009 by Lady Shady

‘Xeeeeeeeente’, nem sabia que Seu Manuel podia ser tão lascivo!!!!

Havemos eu + uma turma de festejá-lo em breve na FLIP em Paraty.
Que esses seus versos nos sirvam de inspiração durante viagem…

Éééeé…
Vivendo, lendo e aprendendo…

E se Dionísio quiser, trepando tb…em breve!

(Sim, porque pelo visto só rezando muito ao Deus libertino pra sair dessa fase siniiiiiiistra em que me encontro. Semana passada fiquei passaaaaaaaada mesmo…só tomei toco! Um atrás do outro…Nossa…Tem noção??????)

Deliciem-se…
(Valeu Luciano! E continuo aguardando meu conto profano de sua autoria)

A cópula

Depois de lhe beijar meticulosamente
O cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
O moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
Colhões e membro, um membro enorme e turgescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinênti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: – “Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!”
Grita para o rapaz que, aceso como um diabo,
Arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(Que depois irá ter sua ração de porra),

Lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.”

(Manuel Bandeira)

bjs…

Fragmentos: Carta de Henry Miller a Anaïs Nin – Fevereiro de 1932

Posted in Prazer de Ler on 22/04/2009 by Lady Shady

“[…]terrivelmente, terrivelmente vivo atormentado, e sentindo absolutamente que preciso de você […]Anaïs, fique do meu lado. Você me envolve como uma chama acesa.[…] Anaïs, quando penso em você, em suas pernas apertadas contra mim de pé, no quarto, tremendo, em cair sobre você na escuridão e não saber de mais nada. E estremeci e gemi de prazer. Estou pensando que se tiver de passar o fim de semana sem vê-la será insuportável.[…] mas tenho que vê-la. Não tenha medo de me tratar friamente. Será suficiente ficar perto de você, olhar pra você com admiração. Eu a amo, é tudo.”

(“Henry & June: diários não expurgados de Anaïs Nin (1931-1932)”, de Anaïs Nin. )

Ai, ai….
bjs

Fragmentos: Episódio de Anaïs Nin e Hugo no bordel da Rua Blondel, 32 (Março, 1932).

Posted in Prazer de Ler on 06/04/2009 by Lady Shady


“O táxi nos deixa numa ruazinha estreita…vejo o ’32’ em vermelho numa das portas…não é uma casa, mas um café cheio de pessoas e mulheres nuas…
Barulho. Luzes que cegam. Muitas mulheres cercando-nos, tentando atrair nossa atenção.
Temos que escolher. Hugo sorri, confuso…
Escolho uma mulher muito corpulenta…parecendo espanhola, e depois…chamo uma mulher…pequena, feminina, quase tímida.
Peço a Hugo para olhar cuidadosamente para ver se escolhi bem. Ele assim faz e diz que eu não poderia ter escolhido melhor…
Vamos para o andar de cima. Gosto de olhar para o andar das mulheres despidas.
O quarto está suavemente iluminado e a cama é baixa e ampla. As mulheres estão animadas, e se lavam…
Observamos a mulher corpulenta atar um pênis a si, uma coisa rosada, uma caricatura. E elas fazem poses, desavergonhadamente, profissionalmente…
Hugo e eu observamos, rindo um pouco das investidas delas…É tudo irreal, até eu pedir pelas poses lésbicas.
A mulher pequena adora isso, gosta mais do que quando a outra faz papel de homem. A mulher graúda me revela um lugar secreto no corpo da mulher, uma fonte de um novo prazer, que eu algumas vezes sentira mas nunca definidamente – aquele pequeno âmago na abertura dos lábios da mulher, bem o que o homem deixa passar. Ali, a mulher corpulenta trabalha lambendo com a língua. A mulher pequena fecha os olhos, geme e treme de êxtase.
Hugo e eu nos debruçamos sobre elas, tomados por aquele momento de beleza da mulher menor, que oferece aos nossos olhos seu corpo dominado, trêmulo. Hugo fica transtornado…
Percebo os sentimentos de Hugo e digo:
-Você quer a mulher? Tome-a. Eu lhe juro que não vou me importar, querido.
-Eu poderia gozar com qualquer pessoa agora – responde ele.
…a pequena mulher está ofegando, suas mãos acariciando a cabeça da outra mulher. Aquele momento por si só agitou meu sangue com outro desejo. Se tivéssemos sido um pouco mais loucos…Mas o quarto nos pareceu sujo. Saímos. Estonteados. Felizes. Fascinados.
Eu conseguira dar a Hugo uma parte do prazer que me enchia.
E quando voltamos para casa, adorou meu corpo porque ele estava mais adorável do que o que havia visto, e mergulhamos na sensualidade juntos com nova conscientização.
Estamos matando fantasmas.”

( “Henry & June: Diários não-expurgados de Anaïs Nin” )

Just Do It ! Do It !

Posted in Prazer de Ler on 05/03/2009 by Lady Shady

Saiu na Isto É ( 04/mar/2009 ).

Dois livros estão dando o que falar aí fora:

“365 Noites: resgatando o sexo no casamento” de Charla Muller, com lançamento previsto no Brasil para esse mês de Março; e

“Simplesmente Faça: 101 dias consecutivos de sexo” do jornalista Douglas Brown, lançado no ano passado e que inclusive vai virar comediazinha romântica pela 20th Century Fox.

As obras relatam a experiência de dois casais americanos que decidiram manter relações sexuais por meses e meses seguidoooooos!!!
Pois é, os atletas sexuais intuíram que uma maratona de sexo talvez fosse capaz de dar cabo ao tédio que se instalou em seus casamentos, típico do longo tempo de relacionamento ( 10 e 14 anos ), cuidados com os filhos, a casa, contas a pagar e outros fatores da ‘Cia. Brochante Ilimitada’.
Apostaram e juram que a coisa deu certo, tanto que seus relatos viraram livros (treparam horrores e ainda vão levar uma graninha, ó que delícia!).

Nos dois casos a idéia inicial partiu das digníssimas esposas (eh, mulherada fogosa!) e contam que após o susto, os maridões acabaram acatando com entusiasmo a empreitada.

Annie ( 38 ) e Douglas ( 40 ), decidiram fazer sexo durante 100 noites consecutivas, mas terminaram fazendo por 101.

Olha, que gente empolgada!

Charla ( 42 ) e Brad ( 42 ) foram mais safados e combinaram 365 noites de sexo, sexo, sexo!
Ambos os casais afirmam terem obtido sucesso e que a ‘fudelância’ frequente resgatou a intimidade e fortificou os laços matrimoniais.

Dizem-se atualmente mais felizes e tolerantes entre si, com os familiares e na vida profissional.

Contam tb que, apesar da seriedade com a qual encararam o desafio, não era realmente obrigatório fazer sexo quando faltava o mínimo de entusiasmo, ou quando um dos parceiros apresentava alguma indisposição física real (nada de se safar com a clássica ‘cefaléia fictícia’).

Charla e Brad confessaram não ter transado durante 365 dias seguidos, mas juraram ter mantido uma média de 27 noites por mês.

Annie e Douglas se orgulham de não terem pulado nem um dia sequer, apesar da exaustão.

Sex Shops, pequenas surpresinhas, TV adulta, bilhetinhos picantes, remedinhos e tal, fizeram parte da lista de ingredientes necessários nessa receita pra não fazer o ‘bolo solar’.

Após o término do projeto, os casais dizem ter ‘tirado férias da vida sexual’ por mais de um mês! ( quem os condena? )

Depoimentos:

“Descobrimos que, uma vez que tivéssemos humor para fazer sexo, o cansaço se dissipava assim que o desejo surgia” – Douglas

“Às vezes era genial, às vezes nem tanto. Mas sempre valia o esforço.” – Charla

“Uma vez que vc faz, quer mais. Você relembra quanto é bom” – Douglas

“Foi o melhor presente que ganhei na vida” – Brad.

Parabéns aos taradões! Vida longa aos casais!

A Nike deveria contratá-los para sua próxima campanha ”Just Do It’.

Fragmentos: Carta de Henry Miller a Anaïs Nin – Ago. 1932

Posted in Prazer de Ler on 09/02/2009 by Lady Shady

“Quando vc voltar eu vou lhe dar um banquete literário de sexo – o que significa foder e conversar, e conversar e foder. Anaïs, eu vou abrir as suas entranhas. Deus me perdoe se esta carta algum dia for aberta por engano. Não posso evitar. Eu a quero. Eu a amo. Você é comida e bebida pra mim, todo o mecanismo vital…você é minha quer isso seja reconhecido ou não…
Preciso de você…
Adoro seus quadris, a palidez dourada, o declive de suas nádegas, o calor dentro de você, a sua humidade…
Estou ficando sem fala. Estou sentado aqui escrevendo-lhe com uma tremenda ereção, posso sentir sua boca macia fechando-se sobre mim, sua perna apertando-me, vê-la novamente aqui na cozinha levantando o vestido e sentando-se em cima de mim e a cadeira movendo-se pelo chão da cozinha, fazendo tamp, tamp.”

( “Henry & June: Diários não-expurgados de Anaïs Nin: 1931-1932” )

Mais uma de Almodóvar.

Posted in Prazer de Ler on 24/01/2009 by Lady Shady


“As duas vizinhas pegaram os dois homens pelo braço e foram em direção da Rua Valverde. Chegaram a um inferninho, de onde Mara, Katy, Diana e Lupe estavam saindo com vários homens.
Dois empregados da limpeza pública regavam a rua.
Feito uma menininha, Mara aproximou-se do jorro da mangueira, levantou o vestido, abriu as pernas e, entre gritos de gozo, preparou-se para receber o forte jorro de água na xoxota.
O homem da mangueira gostou da brincadeira e fazia movimentos como se estivesse fodendo a moça com aquele jorro descomunal.
As outras ficaram com inveja e imediatamente se juntaram a Mara.
O empregado municipal colaborava do jeito que podia, regando umas e outras em suas bocetinhas palpitantes.
Era uma cena bonita e estimulante.
Aquele homem, com toda certeza, não falaria de outra coisa ao longo dos dias seguintes.”

(“Fogo nas Entranhas”, Pedro Almodóvar )