Esse nada obscuro objeto do desejo…

Geni o observa, estática.
Olhar semicerrado como se buscasse melhor focar a imagem.
Ele dedilha as cordas do violão, mas é ela quem é tocada. Sente um ciúme infantil daquele instrumento.
Diverte-se com a inocência do moço diante da situação. Compenetrado em seu ofício ele não imagina o que se passa na mente de Geni, não percebe as alterações em seu corpo, sua temperatura, sua respiração…os bicos dos seios já rijos.
A cada nota arrebatada, um êxtase.
Imagina os dedos, aqueles dedos hábeis, subindo pelo interior de suas coxas, invadindo seu sexo úmido, pulsante…o calor dos lábios, o roçar de pêlos, braços, pernas, línguas.
Flashes, flashes…
Embriagada de tanto querer percorre o olhar pela figura dele. Passeia até a nuca, entrelaça os cabelos, beija-lhe o pescoço, desce pelos ombros, escorrega gola adentro, se arrasta pelo peito, bebe em seu umbigo, lambe a virilha, encara seu membro…e é impossível não arfar.
Então disfarça e finge cantar, a cretina.
Ri de si mesma. Ri.
Mais tarde Geni, ciente de sua condição de grandessíssima “puttana” confessa a uma amiga:
“Por esse homem…por esse homem eu largava a vida”.

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